(via confinando-se)
(via livrosecitacoes)
(via filosofiasdeumretardado)
“É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós.”
– Franz Kafka
é sempre menor e mais fraco do que a média da sociedade. Mas é por isso que ele sente tão fortemente e tão intensamente o peso da sua presença aqui no mundo. O seu canto não é, para ele, nada mais que um grito. Pro artista a arte é sofrimento, pelo qual ele se liberta, tendo em vista um outro sofrimento. Ele não é um gigante. Ele é apenas um pássaro. Mais ou menos colorido. Preso na gaiola de sua existência. Quanto a mim não sou um pássaro. Sou uma gralha cinza. Que quer morrer no meio das pedras.”
– Franz Kafka
older »
THIS SITE IS BEST VIEWED ON MOZILLA FIREFOX WITH A SCREEN RESOLUTION OF 1280 X 800.


